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CINEMA: ELO DE REPRESENTAÇÃO

Ainda que em trajetórias distintas, cheias de ambiguidades e contradições, a América Latina guarda certa unidade nos elementos históricos tributários das heranças coloniais e das trações entre a cultura dos povos originários e a busca afirmativa das identidades locais. É nesse âmbito que se cria um conjunto de narrativas, cujas nuances coadunam para a formação de um imaginário capaz de borrar limites territoriais e simbólicos. Posto que o cinema é um recurso expressivo não somente capaz de apresentar uma realidade, mas de permitir, por seus meios, um modo de concebê-la, essa arte tornou-se um potente recurso de representação dessas relações.

Houve, ao longo das últimas décadas, um crescimento da produção e da difusão de obras da cinematografia latino-americana que se expressa tanto na abrangência da participação de diversos países, quanto nos gêneros e temáticas explorados. Tal movimento corresponde a uma série de fatores, dentre os quais ressalta-se o acesso a tecnologias que, junto ao empenho particular de criadores, permitiram o incremento do chamado cinema independente. A expansão territorial das obras, todavia, é restrita se comparada à oferecida pelos conglomerados predominantes no mercado global do audiovisual, e, portanto, requer políticas de incentivo em continuidade.

O 14º Festival de Cinema Latino-Americano de São Paulo traz exibições e ações formativas com a perspectiva de promover processos de compartilhamento que despertam traços identitários da América Latina, fomentando intercâmbios entre os agentes que criam, pensam e fruem a linguagem artística em questão. Além da exibição de filmes indicados a premiações e homenagens, serão apresentados longas-metragens brasileiros inéditos, como Compasso de Espera, único dirigido por Antunes Filho para o cinema.

Nesse ímpeto, soma-se mais um ensejo que assinala a longevidade da parceria do Sesc para a concretização do festival junto com a Associação do Audiovisual e demais realizadores. Não obstante, ressalta-se a oportunidade institucional de impulsionar a tríade de valorização da produção, das reflexões e da difusão do audiovisual por meio de trocas que, a um só tempo, dinamizam e forjam a cultura.

DANILO SANTOS DE MIRANDA
Diretor do Sesc São Paulo

CINE: ESLABÓN DE REPRESENTACIÓN

Aunque en trayectorias diferentes, llenas de ambigüedades y contradicciones, América Latina guarda una cierta unidad en los elementos históricos tributarios de las herencias coloniales y de las tracciones entre la cultura de los pueblos originarios y la búsqueda afirmativa de las identidades locales. Es en ese ámbito que se crea un conjunto de narrativas, cuyos matices se unen para la formación de un imaginario capaz de borrar límites territoriales y simbólicos. Puesto que el cine es un recurso expresivo, no solo capaz de presentar una realidad, sino de permitir, por sus medios, un modo de concebirla, ese arte pasó a ser un potente recurso de representación de esas relaciones.

A lo largo de las últimas décadas, hubo un crecimiento de la producción y de la difusión de obras de la cinematografía latinoamericana que se expresa, tanto en el alcance de la participación de diversos países, como en los géneros y temáticas explorados. Tal movimiento corresponde una serie de factores, entre los cuales se subraya el acceso a tecnologías que, juntamente con el empeño particular de creadores, permitieron el aumento del llamado cine independiente. La expansión territorial de las obras, no obstante, es limitada si se compara a la ofrecida por los conglomerados predominantes en el mercado global del audiovisual y, por lo tanto, requiere políticas de incentivo en continuidad.

El 14º Festival de Cine Latinoamericano de São Paulo presenta exhibiciones y acciones formativas con la perspectiva de promover procesos de compartición que despiertan trazos de identidad de América Latina, fomentando intercambios entre los agentes que crean, piensan y disfrutan del lenguaje artístico en cuestión. Además de la exhibición de películas nominadas a premios y homenajes, se presentarán largometrajes brasileños inéditos, tales como Compasso de Espera, único dirigido por Antunes Filho para el cine.

En ese ímpetu, se suma otra oportunidad que señala la longevidad de la alianza del Sesc para hacer realidad el festival junto a la Asociación del Audiovisual y demás realizadores. No obstante, se subraya la oportunidad institucional de dar impulso a la triada de valorización de la producción, de las reflexiones y de la difusión del audiovisual por medio de intercambios que, a un único tiempo, dinamizan y forjan la cultura.

DANILO SANTOS DE MIRANDA
Director del Sesc São Paulo