Sesc

TERRAS DE SOM E IMAGEM

Em meio ao acelerado trânsito de pessoas e informações, as fronteiras adquirem certa imprecisão. O protagonismo dos países, outrora predominante, rivaliza com arranjos territoriais diversos, nos quais o que ganha destaque são denominadores comuns entre povos com experiências históricas análogas. A América Latina inscreve-se nessa perspectiva.

A percepção de que determinados aspectos fundamentais são partilhados por latino-americanos atravessa os séculos; atualmente, essa circunstância se intensifica. Estratégias de cooperação cultural, nas quais o campo audiovisual tem um papel-chave, favorecem progressivamente a aproximação do Brasil com seus vizinhos regionais.

A participação do Sesc no 13º Festival de Cinema Latino-Americano de São Paulo testemunha esse estado de coisas, ao mesmo tempo que representa uma aposta no diálogo entre cineastas cujos países de origem guardam um denominador comum: a criação audiovisual como prática de resistência. Afinal, é notória a desigualdade que caracteriza o setor em nível global, tanto na esfera da produção como na da difusão. Esse panorama acentua a importância de iniciativas que aproximem artistas e públicos.

Ao compatibilizar a exibição de filmes com ações formativas, o Festival de Cinema Latino-Americano de São Paulo opta pela ação cultural tributária de uma noção alargada de educação. Daí sua convergência com a trajetória do Sesc, na qual o domínio do audiovisual tem sido pensado em sua dupla dimensão: como linguagem autônoma, capaz de desenhar itinerários que não poderiam ser expressos de outra forma, e como leitura aguçada do mundo – traço marcadamente latino-americano.

DANILO SANTOS DE MIRANDA
Diretor Regional do Sesc São Paulo

TIERRAS DE SONIDO E IMAGEN

En el medio del acelerado tránsito de personas e informaciones, las fronteras adquieren una cierta imprecisión. El protagonismo de los países, otrora dominante, rivaliza con arreglos territoriales diversos, en los cuales lo que se destaca son los denominadores comunes entre pueblos con experiencias históricas análogas. América Latina se inscribe en este perspectiva

La percepción de que determinados aspectos fundamentales son compartidos por los latinoamericanos atraviesa los siglos; actualmente, esa circunstancia se intensifica. Estrategias de cooperación cultural, en las cuales el campo audiovisual desempeña un papel clave, favorecen progresivamente la aproximación de Brasil a sus vecinos regionales.

La participación del Sesc en el 13º Festival de Cine Latinoamericano de São Paulo es testigo de ese estado de cosas, al mismo tiempo que representa una apuesta por el diálogo entre cineastas cuyos países de origen guardan un denominador común: la creación audiovisual como práctica de resistencia. En realidad, es notoria la desigualdad que caracteriza al sector en el ámbito global, tanto en la esfera de la producción como en la de la difusión. Ese panorama acentúa la importancia de iniciativas que aproximen a artistas y públicos.

Al compatibilizar la exhibición de películas con acciones formativas, el Festival de Cine Latinoamericano de São Paulo opta por la acción cultural tributaria de una noción más ancha de la educación. Por eso su convergencia con la trayectoria del Sesc, en la cual el dominio del audiovisual siempre se ha pensado en su doble dimensión: como lenguaje autónomo, capaz de dibujar itinerarios que no podrían expresarse de otra forma y como lectura aguzada del mundo, un trazo señaladamente latinoamericano.

DANILO SANTOS DE MIRANDA
Director Regional del Sesc São Paulo