São Paulo, capital do cinema latino-americano
Gostaria de saudar os participantes do 6o Festival Latino-Americano de São Paulo. O evento, criado pelo Governo do Estado, através do Memorial da América Latina e com o apoio da Secretaria da Cultura, já se tornou referência na cinematografia da região.
O Festlatino mostra que o papel de integração dos povos do continente, desempenhado pelo Memorial, passa necessariamente por essa sinergia que emana da arte e da cultura.
Durante uma semana, São Paulo será a capital do cinema latino-americano. As exibições serão realizadas em oito salas da cidade.
São filmes inéditos, produções recém-premiadas em festivais e nas academias, com temáticas que abordam o cotidiano da vida dos povos da América Latina.
Desejo a todos muitas sessões de cinema e um ótimo Festival.
GERALDO ALCKMIN
Governador do Estado
Em sua sexta edição, o Festival de Cinema Latino-Americano de São Paulo, uma parceria da Secretaria de Estado da Cultura com o Memorial da América Latina desde o seu início, se consolida como um dos mais importantes marcos de intersecção audiovisual entre o Brasil e países vizinhos.
É a oportunidade que temos para corrigir uma falha em relação à difusão cinematográfica latino-americana por aqui. Apesar de perto geograficamente, vivemos, de certo modo, afastados do cinema produzido na América Latina. Por isso o Festival, com seus mais de 100 filmes em exibição, mostras paralelas, oficinas, master classes e intercâmbio entre escolas, aparece como marcante elemento de integração.
Outro ponto a se destacar é o papel que o Festival desempenha como formador de público, já que acontece em meio às férias escolares, possibilitando o acesso de estudantes a essa produção tão rica, ousada e singular.
ANDREA MATARAZZO
Secretário de Estado da Cultura de São Paulo
A busca pela excelência
“O cinema não tem fronteiras nem limites. É um fluxo constante de sonho.”
(Orson Welles)
Quando, em 2006, a Fundação Memorial lançou o Festival de Cinema Latino-Americano de São Paulo, sabíamos que a iniciativa, como toda novidade no universo cultural, seria avaliada com rigor no decorrer de suas edições seguintes.
Falávamos de sonhos, não metaforicamente, mas com o desejo e a determinação de transformá-los em realidade para proporcionar mais uma opção de diálogo na estrada da integração dos povos latino-americanos a que o Governo do Estado de São Paulo se propôs quando criou o Memorial.
O tempo passou. O cenário cultural do país ampliou-se naturalmente e agregou variada gama de eventos em todos os setores da produção artística, que não se restringiram ao eixo Rio-São Paulo.
Tínhamos um desafio a vencer: manter de pé o sonho de reunir, em uma só grande tela, todos os recortes da cinematografia latino-americana, até então mais conhecida por elogiadas produções individuais de tempos em tempos.
O Festival surgiu com a proposta de entender, de fato, o que era o cinema latino-americano. Era preciso uma arena continental para discutir sua singularidade estética, seus diferenciais e tendências temáticas, descobrir sua riqueza de criatividade, pulverizada em produções aqui e acolá. Em resumo: atualizar e divulgar, em um só contexto, a história recente do cinema que se fazia isoladamente nos países da América Latina.
A consolidação do Festival foi, desde sempre, o alvo mais visível de uma conjuntura de esforços que, a partir desta edição, ganha parceiros de peso, com o patrocínio da Petrobras e do Banco do Brasil – aos quais, em nome do Memorial, damos as boas-vindas.
Que essa parceria seja duradoura, pois é uma demonstração do grau de credibilidade que o evento granjeou em pouco tempo e que nos dá a convicção de que o caminho a seguir, daqui em diante, é o da evolução, da busca pela excelência.
Para alcançar essa meta contamos com o apoio imprescindível do Governo do Estado de São Paulo e da Secretaria da Cultura, parceiros de primeira hora que avalizaram o projeto. Também homenageamos e agradecemos o apoio da comunidade diplomática dos países representados no Festival.
Nossos cumprimentos mais calorosos aos participantes – cinéfilos, diretores, atores – e à competência da Associação do Audiovisual – responsável pela organização dessa grande festa do cinema da América Latina.
FERNANDO LEÇA
Presidente da Fundação Memorial da América Latina
O Festival de Cinema Latino-Americano de São Paulo alcança, nesta sua sexta edição, repercussão e prestígio que avançam além das fronteiras brasileiras. Sua programação expressa tal avanço, com dezenas de títulos de qualidade narrativa e estética, agrupados nas mostras de filmes recentes, na retrospectiva dedicada ao Novo Cinema Argentino, nas homenagens a Orlando Senna e Gabriel García Márquez, na competição de escolas audiovisuais e nos programas especiais.
Esse reconhecimento internacional está presente ainda na promoção, no âmbito do festival, de importantes encontros latino-americanos de projetos itinerantes de exibição, assim como na presença de mais de uma centena de convidados em São Paulo para prestigiar o evento.
Significativa também é a realização do laboratório de roteiros e desenvolvimento de projetos de longas-metragens latino-americanos, o BrLab. Iniciativa pioneira no Brasil, o laboratório é uma realização da Associação do Audiovisual, entidade responsável pela organização do Festival de Cinema Latino-Americano de São Paulo.
Assim, a Associação do Audiovisual ajusta seu foco para a América Latina, buscando na região a promoção e o desenvolvimento da cultura, a defesa e a conservação do patrimônio artístico da linguagem audiovisual, objetivos impressos em sua ata de fundação, em 2005.
Associação do Audiovisual











